Tuesday, June 12, 2007

Novos Horizontes

Se somos apenas amigos, sinto que é o melhor neste momento. Mas sinto também...um grande vazio. Ainda sinto uma grande paixão por ele. Não sei porquê. Sei que não é a pessoa certa para mim. Mas continuo a sentir falta dele. E é tão ridículo. É tão ridículo eu continuar assim. Mas passou mais, é óbvio. Não penso nele constantemente como antes mas...cada vez que penso nele, em "nós", sinto um aperto no estômago e uma imensa tristeza. Podia ser sido tão bom, tão perfeito, mas ele estragou tudo com a estupidez de quem quer o mundo inteiro nas mãos, mas não sabe por onde pegar primeiro. Ele quer o mundo, quer sentir que nada o impede de ter tudo ao seu alcance. Mas um dia ele vai sofrer, e vai perceber que é pequeno demais para ter o mundo inteiro nas mãos. Não há ninguém que seja grande ao ponto de conseguir esse feito. Ele não será decerto o primeiro.

Sinto que ele está a perder tanto da vida dele. Está a desperdiçar momentos preciosos em actividades nocturnas de "alto nível", quando há tanto para se descobrir de nós mesmos, de outras formas mais perfeitas. Cai na rotina de quem não quer rotina nenhuma.

Ver o Rio Tejo à noite revelou-se das actividades nocturnas mais enriquecedoras que tive nestes últimos tempos. Sentir o silêncio de Lisboa quando na realidade esta mexe e não dorme. Nunca tinha "dado" este tempo de mim, para apreciar tamanha beleza. E agradeço a quem me fez descobrir que a noite tem encantos magníficos para além das luzes da ribalta.

Tenho pena que o "outro" não se tenha dado nunca ao trabalho de sentir o que eu senti nessa noite, comigo, ou simplesmente só. Parado para pensar que nós não somos nada, muito menos donos da verdade e do mundo em que vivemos. Somos donos de um carro, de uma casa, de roupas, de uma conta no banco, mas não somos donos dos outros, nem do tempo, nem dos sentimentos de quem nos rodeia. O tempo passa e por vezes tarde demais descobrimos o que nos faltou ver, coisas por vezes tão simples que parecem inúteis, mas que são, na realidade, essenciais ao nosso equilíbrio interior.

Ver o mar e correr na praia. Sentir a água fria do mar a queimar a nossa pele. Beijar intensamente alguém e sentir a areia a colar-se ao nosso corpo.

Preparar uma supresa a alguém de quem gostamos. Não precisa de ser uma viagem ao Brasil. Basta ser um jantar à luz das velas. Basta ser uma flor. Basta ser...ADORO-TE MUITO. Basta aparecer quando a outra pessoa não está à espera. Basta por vezes...um telefonema a dizer que se tem saudades.

Basta ser-se genuíno com os outros e revelar sentimentos que podem parecer ridículos, mas que são tão importantes, tão ricos, tão...cheios de significado. Que nos fazem a nós, e a a quem os partilha, um pouco mais felizes...um pouco mais vivos...que nos fazem...gostar de viver.

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