Saturday, August 11, 2007

Novo recomeço, nova desilusão... (Parte II)

Essa pessoa que reencontrei, ou que começei a conhecer, apesar de sempre termos estado próximos mas sermos apenas conhecidos, veio assim de supresa.

Não estava à espera de nada. Nem de amor, nem de carinho. Mas as coisas foram acontecendo. Fomo-nos encontrando com outros amigos, fomos falando cada vez mais. Até que aconteceu. Ficámos juntos. Ao início, sempre reticente, por ter medo de sofrer, por não me querer entregar a alguém assim do nada. Queria estar sozinha, para reflectir, para saber o que queria da vida. As minhas últimas experiências não tinham sido muito positivas. Mas vi tanta demonstração de carinho (sincero), tanto amor para dar, tanta ternura, que não resisti e deixei-me ir ao sabor da felicidade que estava a sentir. Ao início tinha medo que isto fosse apenas uma ilusão, nem conseguia acreditar bem no que estava a acontecer-me. Estava a ser bom demais para ser verdade. Parecia levitar num ar puro e limpo, onde apenas conseguir respirar o perfume do homem pelo qual estava a apaixonar-me.

Estava de novo apaixonada. Aos poucos, desta vez. Estava a tentar perceber o que eu sentia de facto. "Ele gosta de mim". Todos os dias ao acordar pensava nele e na vontade que tinha em o ver, em abraçá-lo, em beijá-lo. Aquele olhar triste cativou-me de uma maneira que eu não estava à espera. Era tão diferente da pessoa com quem tinha estado antes. Era tudo o que essa pessoa não me deu, talvez seja por isso que me deixei levar tão facilmente. Toda essa diferença fez-me apaixonar de novo, e entregar-me completamente. Dei o melhor de mim. Dei amor, dei carinho, dei paixão, dei o meu corpo.

Neste momento, estou só de novo. Durou 3 semanas. Estou na merda. Estou bem no fundo do poço. Ontém acordei com umas olheiras enormes e os olhos inchados de tanto ter chorado de noite. Adormeci chorando, engolindo a dor que sentia por tudo estar a terminar desta forma. Mais uma desilusão. Será que mereço? Será que sou uma pessoa má? Dou tudo o que posso dar. Dou o melhor e mais sincero de mim e recebo o vazio da solidão. Eu nem tinha pedido nada! Eu estava sozinha e estava a gostar. E ele apareceu e transformou tudo. E agora tou sózinha. De novo. Na fossa. E desta vez é diferente. Acho que já sentia amor por ele. Não era só paixão. O certo é que me sinto muito mal. Chorei tanto nessa noite. Tanto que mal conseguia respirar.

No dia seguinte estava tonta com tudo isso. Queria esquecer a minha dor, mas como era possível? Como podia eu esquecer tudo, se só me vem à cabeça todos os momentos bons que passámos? Como posso eu esquecer ou sentir-me bem, sabendo que isso acabou e não vai mais voltar a acontecer?

O fantasma da mulher que mais amou na vida voltou a assombrá-lo e de repente, estava comigo só pela metade. Gostava de estar comigo, mas esse sentimento era mais forte e arrasou-me tanto que neste momento, gostaria de que o que passámos nunca tivesse acontecido.

Neste momento, não sei se mude de atitude em relação às pessoas, e passe a tratar os homens como lixo e desprezo, ou se continuo a ser como sou, para depois sofrer e ficar na lama, com vontade de morrer e de partir tudo aquilo que me aparece pela frente. Não consigo ser racional com tamanha dor dentro do meu peito. Só tenho vontade de chorar. Chorar e fugir daqui.

A minha vontade era a de ir para o Aeroporto e fugir pra qualquer lado. Qualquer lado. Mas longe. Outras pessoas, outra língua, outro lugar. Qualquer coisa que me fizesse esquecer a dor que sinto. A dor da perda de alguém é maior que dor física.

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